Habilidades Essenciais da Liderança: a fidelidade
10/09/2019
Habilidades Essenciais da Liderança (II): a polidez
10/09/2019
Show all

Habilidades Essenciais da Liderança (II): a coragem

A coragem é outra habilidade essencial para o exercício efetivo da liderança, principalmente porque o trabalho em equipe e o convívio nos ambientes empresariais nos exigem cumprir papéis sociais

A coragem é outra habilidade essencial para o exercício efetivo da liderança, principalmente porque o trabalho em equipe e o convívio nos ambientes empresariais nos exigem cumprir papéis sociais

Assim, é preciso ter coragem para ser o que somos, apesar das controvérsias, dos imprevistos, das possíveis ameaças (implícitas ou explícitas) – e, ainda, independente do seu cargo ou função gerencial que deve ser encarada como uma situação puramente circunstancial.

Porém, mais do que afirmar-se corajosamente como si próprio – que é o que constrói e caracteriza a consciência individual – é preciso ter coragem para ser parte de um determinado grupo social. Em outras palavras, é preciso resistir à tentação de se querer ser o integrante mais importante, entendendo que, paradoxalmente, cada um é importante.

Viver coletivamente significa participar e aceitar (in)conscientemente os papéis sociais que nos atribuem e que nos atribuímos, compartilhando nossa vida e nossa experiência. Mas isso não é algo que se faça com facilidade, especialmente no mundo empresarial já que a extrema competitividade interna entre seus membros pode atingir níveis desastrosos.

Nesse ambiente, mesmo com um aparente discurso sobre a democratização e a humanização das relações de trabalho, participar e compartilhar é quase uma utopia. Portanto, para viver em um ambiente saudável, você terá de ceder, conceder, barganhar e trocar.

Enfim, terá de negociar o tempo todo e, para isso, é preciso que se tenha como premissa que os negociadores, independentemente da posição que ocupam, têm direitos iguais de veto daquilo que difere de sua convicção. De modo contrário, não há verdadeiramente uma negociação.

Apesar do discurso liberalizante que prega a gerência participativa como moderno recurso de gestão organizacional, esse é um exercício de elevado grau de dificuldade em posições gerenciais, particularmente devido ao posicionamento, quase sempre imperial, da maioria dos gerentes.

Dessa forma, o verdadeiro líder deve implementar uma cultura de participação e compartilhamento com a sua equipe. Mas, para implantar esse expressivo grau de liberdade, o líder precisará de muita coragem já que gerenciar pressupõe, muitas vezes, correr riscos. Para isso, o líder deve admitir seu medo e ter a coragem de enfrentá-lo.

No entanto, nas organizações empresariais, as regras, as normas e as técnicas foram desenvolvidas para gerar padrões comportamentais voltados para a segurança e a tranqüilidade. Essa universalidade faz com a maior parte das empresas tenham um perfil assemelhado. A lógica e a razão são, por assim dizer, anônimas e universais, ao contrário da coragem que é sempre particular e pessoal.

Nesse sentido, não nos tornaremos gestores mais competentes e humanizados pelo emprego de procedimentos lógicos e técnicos, mas pelo amor e afeto que manifestamos até mesmo para as pessoas que nos são relativamente estranhas.

Embora possa não parecer, é preciso coragem não só para agir, mas também para pensar. Pensar é um ato solitário, que demanda coragem porque se terá de lutar contra si mesmo e contra as ilusões tranqüilizadoras e as mentiras confortáveis.

Exercer a liderança é criar novas estruturas de relacionamento humano. Essa atitude poderá, eventualmente, fazer com que você sofra pressões e ameaças por parte daqueles que têm outros interesses e não querem a mudança para essas novas possibilidades de relacionamento.

Ser realmente um líder pode significar, em muitas ocasiões, sentir medo. Não obstante, o verdadeiro líder precisa ter coragem para enfrentar os medos e conseguir realizar sua missão em toda sua plenitude.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *