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Habilidades Essenciais da Liderança (II): a polidez

Neste terceiro artigo sobre as habilidades essenciais do líder, vamos abordar a polidez, uma habilidade mais fácil de ser administrada, uma vez que se refere apenas à atitudes formais e não envolve as pretensões morais do indivíduo (ser educado não fere princípios ou crenças de ninguém).

Neste terceiro artigo sobre as habilidades essenciais do líder, vamos abordar a polidez, uma habilidade mais fácil de ser administrada, uma vez que se refere apenas à atitudes formais e não envolve as pretensões morais do indivíduo (ser educado não fere princípios ou crenças de ninguém).

A polidez tem utilidade inclusive para todos os indivíduos, até mesmo para aqueles que têm interesses que vão além do fato de serem educados, muito embora a manipulação seja um ato condenável de desrespeito ao outro quaisquer que sejam suas intenções ou propósitos. Dessa forma, ainda que aparente ser uma virtude, a polidez não o é.

A polidez em si mesma é uma habilidade pequena, mas que pode ser um diferencial para o seu desempenho social. Assim é fundamental que as pessoas, mesmo aqueles indivíduos extremamente rudes, exerçam a polidez, pois acabamos nos parecendo com aquilo que imitamos.

Em outras palavras, depois de certo tempo exercitando torna-se natural aquilo que, a princípio, parecia artificial e difícil. Essa é a regra para toda e qualquer mudança, pois, paradoxalmente, qualquer espontaneidade só se consegue com esforço, disciplina e perseverança.

Ao transportar essa reflexão para o universo das organizações, pode-se verificar que um gestor não muito competente, mas extremamente polido, é muitas vezes preferido a um outro que pode até ser mais competente, mas é grosseiro e mal educado.

Obviamente estamos falando da preferência das pessoas e não dos interesses empresariais que normalmente se orientam por outros parâmetros como resultados e lucro. No entanto, é importante ressaltar que a competência nas ações gerenciais será muito mais eficaz se estiver revestida de atos de polidez do que a mesma competência revestida de grosseria e rudeza no trato das relações interpessoais.

Como, a cada dia, cresce nas organizações a importância da liderança, se uma das características do líder for a polidez, ele conseguirá envolver sua equipe de forma afetiva e comprometida, conseguindo alcançar seus objetivos com mais agilidade e garantindo os resultados desejáveis.

Esse será, com certeza, um grande diferencial competitivo para a organização e também uma instrumental particularmente eficaz para o líder. 

Contudo, não se deve esquecer o princípio da prática da polidez: o outro para os outros somos nós mesmo. Ou seja, mesmo não sendo uma virtude, a polidez tem a sua forma e, a aparência é fundamental. Até mesmo o amor não poderá prescindir totalmente de suas formas. Para ser amor, ele terá de aparentar-se em atos.

Ao contrário daquilo que somos normalmente levados a crer, não basta, por exemplo, que os pais amem a seus filhos, é preciso que esse amor seja demonstrado inúmeras vezes, exaustivamente, para ser apreendido. 

Dessa forma, polidez e amor são necessários um ao outro. Se a polidez não revela necessariamente um ato de amor, ao contrário, o amor somente se tornará manifesto e, portanto, percebido, por meio das características formais da polidez: a delicadeza, a atenção e o carinho.

Assim, se comparada a outras virtudes e a outras qualidades humanas, a polidez pode parecer superficial ou quase insignificante, mas mesmo pessoas inteligentes e virtuosas não estão dispensadas da polidez. Você não é uma exceção!

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