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Habilidades Essenciais da Liderança: a polidez

Com certeza, a qualidade essencial mais facilmente administrável, por qualquer pessoa, é a polidez, por ser ela uma qualidade apenas formal, apenas de aparência, não tendo pretensões morais. Ser polido e educado não fere princípios ou crenças de ninguém e, mesmo que as intenções dessa polidez não sejam louváveis e possam ter até uma finalidade manipulativa, é preferível ser tratado com educação e polidez a ser tratado com grosseria e rudeza, mesmo porque isso não mudaria a essência, o caráter e a intenção da ação manipulativa.

Parafraseando o poeta, poderíamos dizer que “os mal-educados que nos desculpem, mas polidez é fundamental”.

Com certeza, a qualidade essencial mais facilmente administrável, por qualquer pessoa, é a polidez, por ser ela uma qualidade apenas formal, apenas de aparência, não tendo pretensões morais. Ser polido e educado não fere princípios ou crenças de ninguém e, mesmo que as intenções dessa polidez não sejam louváveis e possam ter até uma finalidade manipulativa, é preferível ser tratado com educação e polidez a ser tratado com grosseria e rudeza, mesmo porque isso não mudaria a essência, o caráter e a intenção da ação manipulativa.

A utilidade da polidez é tão manifesta que até os maus a praticam por interesse. Quem quer manipular fará isso independentemente dos meios que venha a usar. A manipulação é, por definição, um desrespeito ao outro, quaisquer que sejam suas intenções ou objetivos. Não há como emprestar nobreza à manipulação. Caberá a cada um de nós avaliar ou pressupor o que está por trás dessa polidez: se um respeito genuíno ou uma condenável tentativa de manipulação. Como nos diz Holland, não se pode ser manipulado quando se conhece mais sobre si próprio que o pretenso manipulador.

A polidez não é, pois, definitivamente uma virtude, embora possa ter a aparência das virtudes.

Mesmo que a princípio haja, para aqueles indivíduos extremamente rudes, uma certa dificuldade em exercitar a polidez, valeria a pena tentar, porque acabamos nos parecendo com aquilo que imitamos. Depois de um certo tempo de exercício, tornamos natural aquilo que, a princípio, parecia-nos artificial e difícil.

Esta é, enfim, a regra de ouro para toda e qualquer mudança, – exercício e perseverança – pois toda espontaneidade, qualquer que seja ela – e esse é o grande paradoxo da mudança – é conseguida com muito esforço e disciplina.

A polidez em si mesma é uma coisa pequena, mas que prepara grandes coisas.

Se pesquisarmos a opinião das pessoas dentro das organizações poderemos verificar que um Gestor não muito competente, mas polido, é mil vezes preferível a um outro até um pouco mais competente, mas grosseiro e mal educado. Note-se que estamos falando da preferência das pessoas e não dos interesses empresariais, que normalmente se orientam por outros parâmetros, tais como resultado, lucro, etc. Se há competência nas ações gerenciais, desnecessário dizer que, se essa competência está revestida, na sua forma, de atos de polidez, ela será muito mais eficaz do que aquela competência de igual teor instrumental, que pudesse também estar atingindo os resultados físicos, materiais e financeiros propostos, mas que fosse revestida de grosseria e rudeza no trato das relações interpessoais. Não nos deveríamos esquecer, como um princípio para a prática da polidez e da educação, que o outro para os outros somos nós.

A polidez, mesmo não sendo uma virtude, tem a forma da virtude, e a aparência aqui é fundamental. Até mesmo o amor, para ser amor, terá de aparentar-se em atos de amor. Mesmo sendo o amor, não poderá prescindir totalmente de formas. Ao contrário daquilo em que somos normalmente levados a crer, não basta, por exemplo, que os pais amem a seus filhos para torná-los amáveis e amantes. Esse amor deverá ser demonstrado inúmeras vezes, exaustivamente, para ser aprendido e, de maneira especial, para ser apreendido como amor. Por essa razão, polidez e amor são necessários um ao outro. Mas se a polidez não revela necessariamente um ato de amor, o amor com certeza somente se tornará manifesto e, portanto, percebido, através da delicadeza, da atenção e do carinho, características formais da polidez.

Como em um instrumento de sopro, em que a sonoridade é definida de maneira especial pelo espaço vazio formado por suas paredes, a polidez é uma forma vazia, mas que vale exatamente por esse vazio. Se comparada a outras virtudes e a outras qualidades humanas, a polidez pode parecer superficial e quase insignificante, mas mesmo pessoas inteligentes e virtuosas não estão dispensadas da polidez. Você não é uma exceção!

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